A escolha de determinado banco de dados para a implementação de um sistema de gestão empresarial, ou ERP como é mais conhecido, é um desafio técnico. Caso a escolha não seja a mais adequada a troca por outro fornecedor pode ser extremamente onerosa.
Diversos ERP´s minimizam a dificuldade desta escolha, pois só trabalham com determinado Banco de Dados. A Datasul, que hoje faz parte do Grupo Totvs, obriga a utilização do Progress, o Oracle Applications, atualmente Fusion, apenas trabalha com o banco de dados da mesma fabricante, apenas como alguns exemplos.
A SAP, gigante alemã de software que atualmente ocupa a primeira colocação mundial em implantações em grandes empresas de Software de Gestão Empresarial, por possuir uma gama enorme e diversa de clientes teve que se adaptar a diversos fornecedores de Bancos de Dados. Para novas implantações esta liberdade de escolha é mais um problema do que uma vantagem competitiva.
O SAP ERP, que anteriormente era conhecido como SAP R/3 ou SAP ECC, utiliza preferencialmente para Bancos de Dados Relacionais Oracle, Microsoft SQL Server e IBM DB2. Digo preferencialmente pois ainda existem opções incomuns, como o MaxDB, que é uma variação da própria SAP do MySQL, e de bancos que perderam a relevância como o SyBase, que atualmente também pertence à SAP.
Atualmente a SAP também está oferecendo um novo banco de dados proprietário, o SAP HANA, que é comercializado apenas em conjunto com hardware específico (appliance) e tem como proposta principal trazer grandes blocos de dados críticos para memória. Atualmente está sendo muito utilizado em sistemas Business Warehousing, que é o Data Warehousing da SAP, mas gradativamente está sendo utilizado em sistemas ERP.
Independemente da escolha do Banco de Dados a administração é realizada, na maioria dos casos, por transações internas do SAP. Isso causa grande confusão nos DBA´s ou AD´s neófitos no mundo SAP, pois não utilização como a mesma frequência os “Enterprise Managers” comuns em qualquer empresa, e sim transações como DB11 e DB12 dentro do próprio SAP. Atividades corriqueiras como agendamento de backups, verificação de performance de consultas e até mesmo integridade devem preferencialmente ser utilizadas por estas transações. Os programas tradicionais continuam disponíveis, mas com isso se perdem as rastreabilidades disponíveis.
Com a administração sendo realizada por programas internos no próprio SAP, apenas a instalação se torna muito diferente. Portanto a seleção tem que levar em conta a característica de cada empresa, onde custo ou performance serão decisivos para a escolha ideal.
--Marco Aurélio Monteiro de Barros Thomé
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